Avaliação e Constatações
Um bom ponto de partida exige que seja identificado, em concreto, o tipo de comportamentos que queremos alterar e recolher evidências desses comportamentos. Iniciamos a nossa metodologia pela recolha de dados e elementos da organização. Quais são as regras aplicáveis à segurança no trabalho? Como estamos em termos de tendência de sinistralidade laboral? Onde estão os principais focos de falhas comportamentais em matéria de segurança? As principais resistências apresentam-se ao nível de chefias ou ao nível operacional?
Recolhemos imagens ou vídeos, que a organização tenha em arquivo, ou recolhidos em visita efetuada às instalações industriais.
Estes elementos são fundamentais para a formação a realizar. A dinâmica dos exercícios está perfeitamente definida e testada nas dezenas de projetos que desenvolvemos, mas cada imagem mostrada nesses exercícios deve ser da organização cliente, levando os formandos a reconhecer a situação, o erro se existente e sobretudo o comportamento desejado. Isto é relevante para esvaziar a formação de discussões estéreis ou de descrições pouco credíveis do ponto de vista dos formandos. Uma foto do local de trabalho, com um erro evidente é um excelente ponto de partida para uma conversa saudável sobre segurança.
Reunimos ainda com o departamento de segurança para recolher as principais preocupações a endereçar na formação. Sempre que possível com recolha de evidências que fundamentem esses pontos.
Serão ainda verificados os pressupostos de realização de um projeto direcionado para a segurança comportamental. Como referido na página anterior, uma organização com elevadas carências em máquinas, equipamentos, processos, etc. dificilmente estará no ponto adequado para trabalhar a segurança comportamental.